Sobrinho fala sobre o tio assassinado esta semana: “Ele não mexia com ninguém, era na dele”

POR ALEXANDRE CRUZ

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A reportagem do Jornal Digital Canela conversou com o sobrinho de Leonardo Adão Pinto Duarte, 61 anos, que foi assassinado no início desta semana. O corpo foi localizado na tarde de segunda-feira (10), em um mato na rua Bernardino Timóteo da Fonseca, local conhecido como Serraria do Matana. Os indícios encontrados no local indicam que ele  foi morto a pedradas, no dia anterior (domingo).

“Infelizmente a crueldade das pessoas está tomando conta do mundo. Ele não mexia com ninguém era na dele. Tomava as cachaça dele, porém o único prejudicado era ele mesmo”, comenta o sobrinho Charles Port, único parente que ainda reside em Canela. Conforme o sobrinho, Duarte trabalhava em uma empresa terceirizada de lavagem de ônibus e a suspeita é de que ele teria recebido no dia em que foi morto. “É possível que ele tenha ido a um bar e alguém tenha visto que ele tinha dinheiro”, suspeita Port. 

O sobrinho confirmou que no dia em que o corpo foi localizado não havia nenhuma carteira com ele, nem dinheiro. Inclusive a falta de documentos acabou dificultando a identificação da vítima. “Já era mais de 18hs quando me chamaram para ir até a funerária fazer o reconhecimento”, lembrou o sobrinho. 

A vítima era considerada uma pessoa de boa índole, tendo inclusive sido acolhido pela igreja Batista do Bairro São Rafael, a qual cedeu a ele um quarto para morar.  Conforme o sobrinho, apesar de problemas com o alcoolismo, seu tio não tinha desavença com ninguém que pudesse gerar tamanha violência. “ Meu tio fez parte da minha infância. Eu fui criado pela minha avó e ele e o meu outro tio, que já faleceu, estiveram sempre presentes na minha criação. Essa perda dói e a gente nunca está preparado para isso”, lamenta.

Leonardo Adão Pinto Duarte, 61 anos

Investigação trata caso como homicídio

O Delegado Vladimir Medeiros informou que a Polícia Civil segue investigando e não adiantou detalhes sobre o crime. Embora o sobrinho tenha a suspeita de que o tio estivesse com dinheiro e teria sido assaltado e morto, ou seja, vítima de latrocínio (matar para roubar), a Polícia Civil, inicialmente, trata o caso como homicídio.  Medeiros destacou que estão sendo refeitos os últimos passos da vítima quando estava com vida e que está sendo apurada uma possível briga que resultou no crime. 

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