São Francisco de Paula registra queda de 56% em casos ativos duas semanas após lockdown

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Prefeito de São Francisco de Paula, Marcos Aguzzolli
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O Prefeito de São Francisco de Paula, Marcos Aguzzolli, já enxerga como positivo o resultado do lockdown pelo qual passou o Município durante o mês de março. Após adoção de medidas mais restritivas em relação ao Estado, entre os dias 15 e 22, o Boletim Epidemiológico já demonstra uma baixa de 56% no número de casos ativos. Em 15 de março o número chegava a 202 casos ativos, no demonstrativo de ontem (4), o número está em 88. No período, a maior luta da cidade era contra a superlotação do Hospital local, que não conta com leitos de UTI. Desde então, número de internados também teve uma baixa de quase 50%, passando de 30 para 16 hospitalizados.

Marcos Aguzzolli destaca que o lockdown deu fôlego para que a saúde não entrasse em colapso em um momento onde as transferências para UTI eram quase impossíveis. “Estávamos no limite de ocupação de leitos na cidade. Assim como no resto do Estado, os casos se multiplicavam dia após dia. Percebemos que precisávamos de medidas mais restritivas, mesmo que por um breve período. Duas semanas depois, já estamos colhendo o resultado desta decisão”, relembra.

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O lockdown impôs restrição na circulação em espaço público. Mercados passaram a funcionar apenas por tele-entrega, assim como restaurantes, lancherias e padarias. Farmácias puderam funcionar de forma presencial, com a proibição da venda de perfumaria. Hotéis permaneceram proibidos de admitir novos hóspedes. O comércio, em geral, permaneceu fechado e a fiscalização foi intensificada.

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico Daniel Kieling, a média de atuação da fiscalização chegou a 40 ações durante os dias 15 e 22 de março. “Desfizemos festas, acampamentos e aglomerações no geral. As multas nesses casos chegam ao montante de quase 20 mil reais”, destaca.

No total, as medidas foram implantadas por oito dias. O critério para saída do lockdown havia sido definido já no Decreto de implantação e estabelecia que casos ativos fossem reduzidos a 175 e hospitalizados abaixo de 35 para que o Município voltasse a seguir as regras da bandeira preta, como restante do Estado.

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