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Sindicância apura denúncias de maus-tratos no Colégio Estadual José de Alencar; Diretora é afastada

SÃO FRANCISCO DE PAULA – Uma denúncia de supostos maus-tratos contra estudantes abalou a comunidade escolar de São Francisco de Paula nesta semana. O Colégio Estadual José de Alencar tornou-se o centro de uma investigação conduzida pela Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc) e pela Polícia Civil, resultando no afastamento preventivo da diretora da instituição.

A situação veio à tona após relatos de pais e responsáveis sobre episódios de negligência e situações vexatórias que teriam ocorrido dentro do ambiente escolar. Em entrevista a veículos de imprensa como o portal Pioneiro, uma das mães relatou que sua filha desenvolveu um quadro severo de depressão após episódios ocorridos na escola e que, apesar de diversas tentativas de diálogo com a direção no ano passado, nenhuma medida pedagógica teria sido tomada.

Diante da gravidade das acusações, a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) determinou o afastamento da diretora para garantir a imparcialidade da sindicância instalada. As aulas na instituição chegaram a ser suspensas na última segunda-feira (23 de março) e retomadas gradualmente sob acompanhamento de uma equipe técnica da Seduc, que presta suporte psicológico e pedagógico à comunidade.

Paralelamente ao processo administrativo, a Polícia Civil também investiga o caso para apurar se houve crime de maus-tratos ou omissão de socorro. Testemunhas e outros pais de alunos estão sendo ouvidos para verificar se as condutas eram isoladas ou se faziam parte de um padrão de gestão da unidade.

O Colégio José de Alencar já vinha enfrentando desafios estruturais nos últimos anos. Em 2023, o sindicato dos professores (CPERS) já havia emitido alertas sobre as condições precárias da escola, incluindo salas úmidas, problemas na fiação elétrica e falta de recursos humanos, o que já gerava um ambiente de tensão entre servidores e a comunidade.

A Seduc reforçou, em nota oficial, que “repudia qualquer forma de violência ou desrespeito no ambiente escolar” e que aguarda a conclusão da sindicância para tomar as medidas definitivas cabíveis.

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