“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”

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A polêmica das últimas semanas envolveu o cervo Chico, o qual foi arrancado do seu lar e enjaulado em um parque. Depois de ficar órfão, o filhote buscou socorro em uma fazenda em São Francisco de Paula, onde foi acolhido pelos proprietários, mas sem ser privado da sua preciosa liberdade. Porém, o animal foi julgado por estar vivendo livre e condenado a prisão perpétua em um parque. Alguns dirão que ele poderia estar em um lugar melhor, com farta alimentação e cuidados médicos. Pra mim é a mesma coisa que dizer a alguém “você não precisa mais trabalhar, terá água, comida e atendimento médico para o resto da vida, mas terá que ficar preso e não mais correrá pelos campos, não terá mais o direito de ir e vir para onde e quando quiser.

Sobre a frase do título desta coluna, vi ela pela primeira vez há muitos anos em um cartaz na delegacia de Canela. “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”, ela é de autoria de Edmund Burke. E entendo que ela tem um significado muito forte e sempre me fez pensar em muitas situações. Pois bem, os moradores da região não aceitaram tal situação e entenderam que a liberdade de Chico era importante. Ele não merecia ser privado dela e, talvez servir para fins lucrativos para outros. E o mal não triunfou, pois os de bem não ficaram calados.

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A maldade humana vai sempre existir, não há dúvida disso, mas este e tantos outros exemplos estão ai para nos mostrar que não devemos nos omitir daquilo que é certo. Que o Chico possa correr por muitos anos ainda pelos Campos de Cima da Serra.

Chico volta para onde não deveria ter saído – Foto: Jorge Marques
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