Jararaca é encontrada na calçada de uma loja em Gramado e é recolhida pela Patram

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Fotos: Soldado De Aquino/Divulgação
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Durante a manhã deste domingo (16), os Policiais Militares do 2º Pelotão de Policiamento Militar Ambiental (Patram) prestaram apoio aos Policias Militares do 1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas de Gramado para manuseio e recolhimento de uma Cobra. O animal da espécie Jararaca, foi encontrado na calçada de uma loja em Gramado, sendo recolhido e posterior levado a um local isolado para reinserção no seu habitat.

A Jararaca pode ser encontrada no Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, em ambientes de Mata Atlântica, Cerrado e áreas antrópicas, sendo mais comum em áreas rurais perto de plantações, mas também podem aparecer em áreas urbanas como foi o caso. Seu veneno é muito potente e causa muita dor e edema no local da picada, podendo haver sangramento também nas gengivas ou em outros ferimentos pré-existentes. Contra estes efeitos, o antídoto correto é o soro antibotrópico, específico para picadas de jararacas.

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Como medida preventiva, ao entrar em uma mata, deve-se sempre calçar botas, tomando cuidado ao aproximar as mãos e o próprio rosto do chão, evitando, dessa forma, um possível bote e a inoculação do veneno. Porém o veneno da jararaca despertou o interesse médico, levando a diversas pesquisas para os meios de utilização de substâncias presentes no veneno como fármacos. Em 1965 foi isolada a proteína de veneno da jararaca que, depois de estudos e testes, resultou em um remédio controlador da hipertensão, o captopril.

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Logo, a conservação das serpentes venenosas brasileiras e mais estudos sobre a composição bioquímica das suas glândulas de veneno são importantes também pelo seu potencial farmacêutico, além do valor biológico em preservar a nossa biodiversidade animal. A Brigada Militar orienta quanto ao que NÃO fazer em caso de acidentes com animais peçonhentos:

1- Não amarrar o membro ferido, pois pode complicar a circulação do sangue, causando necrose.
2- Não cortar o local da picada, o corte pode aumentar o risco de infecção no local, além de poder causar hemorragia.
3- Não chupar o local da picada, após a inoculação é impossível retirar o veneno.
4- Não colocar pó de café, ervas ou querosene no ferimento, isso pode provocar infecção no local.
5- Não dar álcool e outras bebidas do gênero ao acidentado, isso pode causar intoxicação.
A orientação, no caso de um encontro inesperado, e a ocorrência de um acidente, é que se identifique a espécie do animal, e que se busque socorro médico URGENTEMENTE, evitando o mínimo de esforço físico por parte da vítima.

Resgate de Quero-quero

Na manhã deste domingo (16) os Policiais Ambientais realizaram o recolhimento de um pássaro nativo. O animal da espécie Quero-Quero, estava no pátio de uma escola de ensino infantil, possuindo lesões nas patas e desidratado.

A ave foi encaminhada a Clínica Santho Pet (@santhopetclinica), no município de Três Coroas, para os cuidados medico veterinários necessários a manutenção da vida da ave.
O Quero-quero é a ave símbolo do Rio Grande do Sul, considerada o Sentinela dos Pampas, por estar sempre alerta, defendendo bravamente seu território e ninho, emitindo um estridente grito a qualquer ameaça.