REGIÃO | A defesa do empresário Alexandre Bertoluci, marido de Kátia Aveiro — irmã do jogador português Cristiano Ronaldo — divulgou uma manifestação pública após a operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul que investiga criatórios suspeitos de criar, treinar e comercializar galos da raça Mura para rinhas, prática considerada crime ambiental no Brasil.
A propriedade de Bertoluci, localizada em Gramado, foi uma das três fiscalizadas durante a operação realizada na última semana. Segundo a Polícia Civil, aproximadamente 1.500 aves foram encontradas nos criadouros alvos da investigação, algumas delas apresentando indícios de maus-tratos. Durante a ação, também foram apreendidos documentos relacionados à comercialização dos animais, aparelhos celulares e uma arma de fogo, materiais que passarão por análise no decorrer das investigações.
Em nota oficial, os advogados Lúcio de Constantino e Guilherme Pretto afirmam que “não foi encontrado nada de excepcional ou criminoso” na propriedade do empresário. A defesa sustenta que nenhum vívere foi apreendido no local, assim como não foram localizadas armas ou recolhidos aparelhos celulares pertencentes ao cliente.
Os advogados também destacam que o espaço funciona como um criatório voltado ao melhoramento genético de aves, com foco na seleção e no desenvolvimento de exemplares da raça. Conforme a nota, a atividade conta com acompanhamento permanente de médico-veterinário, garantindo monitoramento sanitário, manejo adequado e observância das normas de bem-estar animal.
Até o momento, não há denúncia formal apresentada pela Justiça, e o inquérito segue em andamento. O caso ganhou repercussão nacional e internacional em razão do parentesco de Alexandre Bertoluci com Cristiano Ronaldo. A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA/DEIC), com apoio de órgãos ambientais estaduais e municipais.





















