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Corsan divulga balanço dos dois anos da nova gestão


Com R$ 3,85 bilhões investidos desde 2023, Companhia avança 40% na cobertura de esgoto, executa obras simultâneas em todas as regiões, amplia ações sociais e ambientais e implementa plano pioneiro de resiliência climática para enfrentar eventos extremos.

REGIÃO | Em dois anos sob nova gestão, a Corsan vive um ciclo inédito de expansão e modernização. Desde julho de 2023, a Companhia já investiu R$ 3,85 bilhões, com média anual de R$ 1,9 bi, quase quatro vezes mais que a média anual histórica — em obras, tecnologia, segurança operacional e qualificação de equipes, colocando o Rio Grande do Sul em rota acelerada para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento.

Sob gestão privada do Grupo Aegea, maior operadora de saneamento do país, a Companhia assumiu o desafio de transformar a realidade de 6 milhões de gaúchos com um plano ambicioso: universalizar o acesso à água tratada para 99% da população na região atendida e alcançar 90% de cobertura de esgoto até 2033, conforme determina a lei do setor.

O ponto de partida foi um cenário desafiador: passivos de R$ 3 bilhões em ações judiciais, gargalos históricos no abastecimento do Litoral Norte, cobertura de esgoto em apenas 20% dos domicílios e milhares de ordens de serviço represadas. Dois anos depois, o quadro é outro: R$ 3,85 bilhões investidos, gerenciamento de dívidas encaminhado, um amplo movimento de adoção de novas tecnologias e softwares de referência mundial do mercado, obras simultâneas em todas as regiões do Estado e um olhar focado no impacto socioambiental do saneamento em todas as áreas de atuação.

A projeção, de acordo com estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados, é que os R$ 15 bilhões de investimentos previstos até 2033 gerem 47,2 mil empregos por ano no Rio Grande do Sul, entre diretos, indiretos e induzidos, movimentando a economia local e fortalecendo cadeias produtivas. A universalização até 2033 poderá gerar R$ 40,7 bilhões em ganhos sociais até 2040, com impacto positivo em áreas como saúde pública, valorização imobiliária e preservação ambiental.
Impacto direto na vida da população

No abastecimento de água, foram realizadas 180 mil novas conexões, beneficiando 540 mil pessoas e garantindo a universalização do acesso nas 317 cidades atendidas, com 99,26% de cobertura. A disponibilidade hídrica também avançou de forma consistente: a vazão total passou de 19,1 mil litros por segundo (jul/23) para 25 mil l/s (jul/25) – um incremento relativo de 30%, suficiente para atender cerca de 2 milhões de pessoas a mais. Hoje, a Companhia opera 2.001 reservatórios, com capacidade conjunta de 530 milhões de m³, o equivalente a 212 mil piscinas olímpicas de água, assegurando maior estabilidade e segurança no abastecimento.

No esgotamento sanitário, 284 mil novos imóveis (entre conectados e ligações disponíveis) beneficiam diretamente 852 mil pessoas. O volume de efluentes que antes era descartado sem tratamento e agora é devidamente coletado e tratado equivale a 18,6 mil piscinas olímpicas por ano. Esse avanço reforça a proteção ambiental, a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida, elevando a cobertura de esgoto para 28% – um salto relativo de 40% em apenas dois anos, equivalente a um terço de todo o progresso obtido em quase seis décadas de gestão pública.

Obras de grande porte consolidam essa transformação e dão escala inédita ao saneamento no Rio Grande do Sul. Foram 11 novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), 3 Estações de Tratamento de Água (ETAs) e a implantação de 500 km de redes de água e 629 km de redes de esgoto. A segurança hídrica foi reforçada com 289 novos poços perfurados, modelo de abastecimento mais seguro e estável, alternativa também utilizada em casos de ativação de planos de contingência. A modernização da medição e do controle de consumo contou com a substituição de 733 mil hidrômetros e a instalação de 365 geradores de pronta resposta, garantindo abastecimento mesmo em situações emergenciais. O pacote de obras inclui ainda válvulas redutoras de pressão e ventosas para redução de perdas, ampliação de adutoras estratégicas e modernização de sistemas de bombeamento, resultando em mais eficiência operacional e resiliência diante de eventos climáticos extremos.

Inovação como motor de eficiência

O Centro de Operações Integradas (COI), que recebeu R$ 60 milhões em investimentos e mais R$ 40 milhões previstos, é hoje o “cérebro” da operação da Corsan, monitorando em tempo real parâmetros como pressão, vazão, qualidade da água e consumo de energia nas 317 cidades atendidas. A digitalização do sistema permite agir de forma preditiva: sensoriamento por satélite, uso de drones e aplicação de gêmeos digitais viabilizam a detecção e correção de anomalias antes que gerem impacto para a população. Em apenas dois anos, essa estratégia integrada entre ferramentas e automação possibilitou localizar e reparar 23 mil vazamentos ocultos, contribuindo para a redução das perdas de 44,3% para 42,6%, índice relevante considerando a adoção de macromedição com critérios mais rigorosos.

O uso de válvulas reguladoras de pressão e ventosas estabiliza a rede, reduzindo rompimentos e prolongando a vida útil dos ativos. A adoção de sistemas inteligentes de telemetria e automação garante resposta rápida a incidentes e otimiza a distribuição, preservando recursos e assegurando regularidade no abastecimento. “Com essas soluções, a Corsan avança na consolidação de um modelo de operação inteligente, que alia eficiência, sustentabilidade e resiliência diante de eventos climáticos extremos”, explica a diretora- presidente da Companhia, Samanta Takimi.

Valores ambientais e sustentáveis

A Corsan está consolidando sua posição como referência em sustentabilidade e inovação ao acelerar a transição para uma matriz energética 100% renovável, a ser concluída até o final de 2025. Atualmente, 99% da energia consumida já é proveniente de fontes limpas, combinando 15% via Geração Distribuída (como usinas de biomassa e solar) e 85% por autoprodução, um modelo pioneiro no setor. O projeto de autoprodução mais estratégico é o complexo fotovoltaico de Janaúba (MG), que entrou em operação em janeiro de 2025 com 144 MWp de capacidade e fornecimento garantido por 15 anos, cobrindo 85% do consumo total da empresa. A Companhia também opera usinas em Itaqui (biomassa e solar), Três Passos e São Lourenço (solar), Crissiumal (hidrelétrica) e prepara outra unidade fotovoltaica em Tapes. Além da transição energética, a Corsan busca reduzir em 15% seu consumo específico de energia (kWh/m³) até 2030, meta vinculada à emissão de Sustainability‑Linked Bonds pelo Grupo Aegea, em uma operação inédita no setor de saneamento no Brasil.

O Litoral Norte, historicamente marcado por gargalos no abastecimento, vive hoje um ciclo de investimentos estruturantes que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Do total de R$ 550 milhões previstos no Plano Litoral, R$ 150 milhões já começaram a ser aplicados no macroesgotamento da região, viabilizando ações de universalização e impulsionando o crescimento urbano. Entre as entregas, destacam-se o destravamento do mercado imobiliário; a conclusão e operação da ETE Tramandaí, beneficiando cerca de 20 mil domicílios; a retomada da ETE Osório; a implantação do novo emissário em Xangri-Lá; e a modernização da ETE Guarani, que passará a lançar efluentes tratados no Arroio Pescaria, substituindo o uso das bacias de infiltração. Em Cidreira, melhorias operacionais reduziram impactos ambientais e ampliaram a segurança no tratamento. Essas obras fortalecem o turismo, protegem ecossistemas costeiros e colocam a região no rumo da meta de 90% de cobertura de esgoto até 2033.

Resiliência frente às mudanças climáticas

A enchente de maio de 2024 — a maior já registrada no Rio Grande do Sul — atingiu 236 municípios da área de atuação da Corsan, impondo desafios sem precedentes à infraestrutura e ao atendimento à população. Em menos de seis horas, a Companhia articulou uma operação de guerra: 120 geradores instalados para manter o abastecimento, uso de balsas e bombas anfíbias para acesso a áreas alagadas, perfuração emergencial de poços para garantir água potável e 1.200 viagens de caminhões-pipa para resgatar pessoas, deslocar equipamentos e abastecer comunidades vulneráveis.

Da experiência nasceu o Plano de Resiliência Hídrica, que transforma a resposta emergencial em estratégia permanente. Com R$ 1,8 bilhão em investimentos previstos para 55 municípios, o plano inclui realocação de unidades para fora de áreas de inundação, criação de sistemas redundantes de abastecimento, implantação de novos poços profundos, ampliação de reservatórios e formação de estoques estratégicos de equipamentos de resposta rápida. Trata-se de um compromisso de longo prazo para proteger vidas, preservar o abastecimento e fortalecer as cidades frente aos extremos climáticos que são a nova realidade, e de grande impacto, para o setor de saneamento.

Segurança jurídica, impacto social e visão de longo prazo

Com 295 contratos de concessão aditivados e outros 22 em negociação, a Corsan garante estabilidade institucional e previsibilidade para seguir investindo. A parceria com municípios e o alinhamento com agências reguladoras asseguram que as metas de universalização e qualidade sejam cumpridas.

A ampliação da tarifa social de 45 mil para 673 mil vai beneficiar cerca de 2 milhões de gaúchos, oferecendo 50% de desconto no consumo de até 15 m³ mensais, ampliando o acesso à água tratada para famílias em situação de vulnerabilidade. Programas sociais e educacionais reforçam esse compromisso: o Aquarela forma jovens aprendizes em cursos técnicos de Gestão Ambiental e Eletromecânica, preparando mão de obra qualificada para o saneamento, enquanto o premiado De Olho no Óleo percorreu 22 cidades levando palestras a escolas, oficinas de produção de sabão e incentivo à economia circular. O projeto já rendeu o Troféu Megafone de Ouro, conquistado em 2025 no Prêmio Live, a maior premiação de brand experience da América Latina.

“Cumprir metas é obrigatório, mas transformar vidas e preparar o Estado para um futuro mais digno, sustentável e inclusivo é o que fazemos de melhor”, afirma Samanta Takimi, diretora-presidente da Corsan.

Sobre a Corsan
A Corsan é responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário em 317 municípios do Rio Grande do Sul. Desde julho de 2023, integra o Grupo Aegea, líder nacional em saneamento privado, com operações em 865 cidades de 15 estados. O plano estratégico prevê R$ 15 bilhões em investimentos até 2033 para universalizar o saneamento no Estado para mais de 6 milhões de pessoas.

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