O bullying verbal caracteriza-se pelo uso de insultos, provocações, xingamentos e ameaças direcionados a um indivíduo de forma repetitiva. Trata-se de uma modalidade de violência psicológica que ultrapassa as paredes do pátio escolar e encontra grande alcance nos ambientes virtuais por meio do cyberbullying. Embora seja mais visível entre crianças e adolescentes, o comportamento também é praticado por adultos em contextos de convivência social e profissional.
Geralmente, o bullying verbal começa de forma sutil — sob o pretexto de “brincadeiras” ou piadas de mau gosto —, mas tende a se intensificar rapidamente, evoluindo para agressões morais mais graves ou mesmo para o bullying físico. A relevância do tema
decorre do fato de que os agressores raramente se limitam a uma única forma de hostilidade, combinando frequentemente diferentes táticas de coerção.
Quanto aos impactos, embora as agressões verbais não deixem marcas corporais visíveis, os danos psicológicos costumam ser mais profundos e duradouros do que lesões físicas. Vítimas frequentes de ofensas podem apresentar comprometimento severo da autoimagem e da autoestima, carregando traumas emocionais por anos.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE/IBGE) revelam que cerca de 30% dos adolescentes brasileiros relatam já ter sofrido bullying no ambiente escolar. No recorte por gênero, as meninas aparecem como as principais vítimas (30,1%, contra 24,3% dos meninos), sendo as ofensas motivadas predominantemente por aspectos da aparência física, como corpo, rosto e cabelo. Além disso,
levantamentos com base em dados de órgãos de proteção mostram que grupos vulneráveis, a exemplo da população LGBTQIAPN+,
enfrentam índices alarmantes de violência verbal e discriminação nas escolas, reforçando a necessidade de intervenções pedagógicas e preventivas imediatas.
Autor: Brayan Uiliam
Coautores: Frederico, Gregory e Murylo


















