Independente de ideologia partidária, religião, cor da pele, time pelo qual torce, nada disso importa. O que realmente diz muito sobre o caráter de uma pessoa é o que ela faz quando ninguém está vendo ou quase ninguém está vendo. Fui convidado a participar da solenidade de homenagem ao empresário Luciano Hang, o “Véio da Havan”. Depoimentos emocionados marcaram a solenidade, com muitos elogios ao empresário por tudo que ele fez ao povo gaúcho por conta das enchentes do ano passado. Até aí tudo certo e justo ao meu modo de ver.
No final do evento, quando eu e minha esposa estávamos indo embora, por coincidência nos deparamos com o Luciano também saindo do museu e na porta de saída foi assediado por algumas pessoas que queriam tirar foto com ele, o qual prontamente atendeu. Em seguida se dirigiu até uma Van onde estava sua esposa, familiares e amigos o aguardando para deixarem o local. Antes de embarcar no veículo se virou e viu um senhor que estava no estacionamento, o qual não defini bem se seria um guarda ou zelador do estabelecimento.
Luciano então mudou de planos, se dirigiu ao funcionário, apertou sua mão e disse algumas palavras que não pude ouvir. Em seguida, discretamente colocou a mão no bolso, tirou dinheiro e entregou ao servidor e logo após voltou para o veículo. É claro que o dinheiro entregue não lhe fará nenhuma falta, mas ao funcionário pode fazer uma grande diferença. Muitas vezes são nas pequenas atitudes que a gente faz no cotidiano e que para nós parece pouco, mas para quem recebe pode ser muito. Aquilo que escolhemos fazer e até mesmo não fazer é o que define aquilo que somos e o exemplo que queremos dar aos nossos filhos e aos outros.





















