Mais de 100 reclamações foram registradas nos gabinetes dos parlamentares; Procon iniciou notificações à RGE e à ANEEL
CANELA | Os vereadores Jerônimo Terra Rolim e Rodrigo Rodrigues apresentaram um relatório consolidado sobre a Audiência Pública realizada pela Câmara de Vereadores de Canela na última quarta-feira (2). O encontro teve como objetivo discutir o reajuste tarifário e o aumento nas contas de energia elétrica relatado por moradores do município.
A audiência reuniu representantes da RGE Sul Distribuidora de Energia S.A., do Grupo CPFL, da Procuradoria-Geral do Município, do Procon de Canela, além de vereadores, imprensa e comunidade.
Segundo o levantamento apresentado pelos parlamentares, mais de 100 reclamações foram recebidas diretamente nos gabinetes. Entre os relatos estão contas que passaram de R$ 275 para R$ 970 e de R$ 36 para mais de R$ 1.200.
Durante a audiência, a RGE informou que os aumentos seriam resultado da combinação de fatores como o reajuste tarifário anual de 14,98%, a cobrança da bandeira amarela e o aumento real do consumo de energia durante o inverno rigoroso.
A concessionária informou ainda que recebeu 40 reclamações por meio de seus canais oficiais, enquanto o Procon de Canela contabilizou 35 atendimentos relacionados ao problema. Dos casos analisados e auditados pela empresa, 15% foram considerados procedentes, com posterior correção dos valores cobrados.
Providências
O Procon de Canela iniciou o processo de notificação formal da RGE e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
De acordo com o vereador Jerônimo Terra Rolim, o Poder Judiciário também já concedeu liminares em ações movidas por consumidores, impedindo o corte do fornecimento de energia em situações envolvendo faturas que estão sendo contestadas judicialmente.
Orientações aos consumidores
Os vereadores orientam os moradores que identificarem possíveis aumentos fora do padrão a:
Comparar o consumo em kWh da conta atual com o registrado no mesmo período do ano anterior;
Em caso de divergência, contestar formalmente a cobrança junto à RGE e registrar a reclamação no Procon antes do vencimento da fatura;
Formalizar a reclamação pelos canais oficiais, já que manifestações feitas exclusivamente pelas redes sociais não geram procedimento administrativo;
Procurar orientação jurídica ou técnica caso tenham dificuldade para interpretar o histórico de consumo apresentado na conta.
A recomendação é que os consumidores mantenham as faturas, protocolos de atendimento e demais documentos relacionados à cobrança, especialmente nos casos em que houver contestação formal.



















