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Implante contraceptivo é ofertado por Canela desde 2020; aquisição via SUS ampliará investimentos na Saúde


CANELA | Em meados de julho de 2025, o Ministério da Saúde anunciou que passaria a disponibilizar por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) um novo método de contracepção, o implante anticoncepcional subdérmico (Implanon). Mas, em Canela, esse dispositivo não é novidade, pois é oferecido gratuitamente pela Prefeitura Municipal às usuárias em idade reprodutiva da rede pública de saúde desde 2020, alcançando mais de 400 mulheres neste período. Neste ano, com o investimento sendo feito pelo Governo Federal, o Município poderá economizar os recursos na aquisição do material e repassar o valor a outras áreas prioritárias da saúde.

O secretário de Saúde, Jean Spall, conta que Canela começou a trabalhar em 2018 no fortalecimento da política de planejamento reprodutivo, por observar a necessidade de oferecer mais autonomia às mulheres em idade fértil e reduzir o número de gestações indesejadas. Dados da pesquisa Nascer no Brasil II, realizada entre 2021 e 2023, indicavam que até 40% das gestantes no país não planejavam a gravidez, e que mulheres com até 19 anos eram mais de 12% das parturientes de todos os nascimentos registrados.

Em 2020, depois de estabelecer o protocolo para inserção do implante subdérmico contraceptivo, a Saúde de Canela passou a oferecer o método às mulheres que buscavam atendimento nos postos da cidade. Naquele ano foram adquiridas as primeiras 50 unidades do Implanon eaplicados 49. Nos anos seguintes, foi ampliado o contingente de dispositivos adquiridos pela Prefeitura com recursos próprios e se manteve o uso nas pacientes que registravam interesse.

Em 2025, cinco anos depois de iniciar a oferta do implante subdérmico na cidade, o Poder Público atingiu a marca de 449 mulheres que receberam a aplicação – 106 apenas no ano passado. Para este ano, a Secretaria de Saúde de Canela projeta a retirada ou troca de 142 implantes, estimando que cerca de 100 usuárias mantenham esse método contraceptivo.

Economia que possibilita mais investimentos
O Ministério da Saúde anunciou em julho do ano passado a incorporação do Implanon ao conjunto dos métodos contraceptivos oferecidos através do SUS às mulheres em idade reprodutiva e que buscam prevenir uma gravidez. O implante subdérmico contraceptivo já era uma realidade na rede privada de saúde, podendo custar até R$ 4 mil, dada a alta taxa de eficácia que oferece às usuárias.

O secretário Jean Spall ressalta que com a oferta via SUS e os materiais sendo adquiridos via Governo Federal, a Prefeitura de Canela não precisará mais investir na compra dos implantes. Em valores atuais, cada Implanon custa aos cofres públicos R$ 482,00. “Isso representa um avanço importante para a sustentabilidade da política pública de planejamento familiar, permitindo a ampliação do acesso ao método e a garantia dos direitos reprodutivos, além de fortalecer as ações de saúde da mulher no município, reforçando o compromisso da gestão com práticas baseadas em evidências e equidade”, aponta o titular da Saúde Municipal.

O Município aguarda o envio de remessa com implantes subdérmicos contraceptivos, assim como a realização de capacitação pelas autoridades de saúde com os profissionais locais que farão a inserção do material nas usuárias.

Métodos contraceptivos ofertados no SUS

O Implanon é considerado um dos métodos mais seguros existentes, com taxa de falha extremamente baixa, cerca de 0,05% – o que significa que de 10 mil mulheres que usam durante um ano, de forma correta, apenas duas engravidam. As autoridades de saúde também o indicam pela longa duração, pois o material pode atuar no organismo por até três anos, sendo a fertilidade da mulher rapidamente restabelecida após a retirada do implante. Caso a mulher deseje, um novo Implanon pode ser inserido ao final do prazo.

Além do implante, o SUS também disponibiliza outros métodos contraceptivos como preservativos feminino e masculino (que também protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis); DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injeções hormonais mensal e trimestral; laqueadura e vasectomia.

O método deve ser definido, em conjunto, pela paciente e pelo profissional de saúde que faz o acompanhamento. A orientação é de que as mulheres interessadas procurem uma Unidade Básica de Saúde para se informarem sobre o acesso aos anticoncepcionais disponíveis para o seu caso.

Texto: Adriana Rabassa/Prefeitura de Canela

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